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Dirceu N. Gassen nasceu em Lajeado Ipê, Santa Rosa, Rio Grande do Sul, Brasil, no dia 25 de março de 1953. O pai, Arnaldo Pedro Gassen nasceu na mesma terra. A mãe, Ilsa Lidia Koenig Gassen, nasceu em Candelária e mudou-se para Santa Rosa aos seis anos, em 1938, fazendo parte da migração da Colônia Velha para as Missões. Os bisavôs foram imigrantes de origem alemã que chegaram ao Brasil em torno de 1870. Os avôs paternos, Gassen e Otto, nasceram em Agudo, RS. Migraram para a província de Missiones, Argentina e voltaram em 1924 para Santa Rosa, onde se estabeleceram como agricultores. Os avôs maternos, Koenig e Seckler, nasceram em Candelária, RS. Em 1938 migraram para a localidade de Lajeado Grande, na divisa entre os municípios de Santa Rosa e Tuparendi, RS, onde se estabeleceram com serraria, marcenaria e agricultura. Dirceu é o primeiro de seis filhos, seguidos de Miriam e Gládis (falecidas), Décio, Rui e Flávio. Os pais, com atitude inovadora, sempre contribuíram e participaram ativamente no desenvolvimento de novas tecnologias em agricultura. Estabeleceram os primeiros testes de uso de calcário, que resultaram na “operação tatu”, na década de 1960. Também foram líderes inovadores nas áreas de pastagem, bovinos de leite e suinocultura, na mesma época. Os testes para avaliação das cultivares de soja Santa Rosa, Majós, Industrial, Hill, Hampton e outras, foram desenvolvidas na propriedade, pela Secretaria da Agricultura, Instisoja, Ascar e outras entidades. Participaram da criação da Fenasoja, em 1966, da Cotrirosa, em 1968, (desmembrada da Cotrisa) e foram ativos no Sindicato Rural. Nesse ambiente nasceu o interesse e paixão pela agricultura. Iniciou estudos na Escola Rural de Lajeado Ipê, onde aprendeu a falar português (a língua materna é alemã) com sete anos de idade. Completou o primário na Escola Evangélica da Paz e o científico no Colégio Concórdia, em Santa Rosa, RS. Formou-se em Agronomia, na Universidade de Passo Fundo, em 17 de dezembro de 1977. O professor Augusto Paiva Neto, teve decisiva influência em pesquisa e na preparação de aulas e palestras. A partir do segundo ano de Agronomia foi monitor da disciplina de Entomologia e Parasitologia Agrícolas, ministrando aulas a seus colegas. Nessa fase iniciou o interesse em fotografia com o objetivo de preparar material para aulas. Em 1980 completou o Mestrado em Agronomia, na área de fitossanidade, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul, sob orientação do professor Élio Corseuil, que transmitiu o rigor na análise e na interpretação de resultados de pesquisa e a aplicação prática de informações, com qualidade na apresentação de dados. Desenvolveu a dissertação: Níveis de Danos de Percevejos em Soja. Trabalhou na Empasc, em Caçador, SC na pesquisa de manejo de pragas em fruteiras no período entre 1980 e 1981. Iniciou atividades na Embrapa Trigo, em julho de 1981, onde desenvolveu pesquisa em controle biológico de pulgões, manejo de pragas de cereais de inverno e de soja. Em 1982 realizou estudos com insetos-de-solo, citando várias espécies novas para a ciência. O coró-do-trigo, Phytalus sanctipauli, mais tarde descrito como Phyllphaga triticophaga, foi encontrada em Tapera, RS e em pastagens ou cereais de inverno de outros municípios, no Planalto do RS. Em 1995 foi homenageado com a denominação do nome científico de um parasito de Diabrotica speciosa, pelo dr. Shaw, do Museu de Washington. O inseto foi denominado Centistes gasseni. No período entre 1987 e 1990 desenvolveu estudos em nível de doutorado na Nova Zelândia, adquirindo habilidades em inglês e dinâmica populacional de fauna de solo. O irmão, eng.-agr. Flávio Gassen teve grande influência no direcionamento de opiniões e na busca de informações inovadoras para o desenvolvimento da agricultura. Publicou livros sobre pragas em trigo, insetos subterrâneos, controle biológico, pragas em milho e plantio direto. Desde o início da implantação do plantio direto, na década de 1970, acompanhou atividades da ICI, com Erivelton Roman, na UPF.
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